icone Notícias

Gestão de Pessoas – Área fundamental em qualquer empresa

18 de setembro de 2014

Gestão de Pessoas

A área de gestão de pessoas tem uma história recente. Ela passou a ser assim denominada a partir dos anos 90, quando profissionais da área também adotaram um novo conceito. Até então, a área responsável pelos funcionários de uma empresa era chamada de departamento pessoal e tinha como objetivo simplesmente a contratação e a eventual demissão de pessoas.

Com a globalização, o mercado passou a exigir mais de cada profissional e o gerenciamento do quadro de funcionários dentro de uma corporação se tornou um diferencial. Se antes a preocupação muitas vezes era unicamente com a contratação, agora questões como o próprio bem estar do funcionário passam a ser consideradas. Hoje, o funcionário, antes de tudo, é um colaborador. Ou seja, mais do que um contratado, ele é uma peça-chave para a empresa.

Gestão de Pessoas

Para uma empresa, o gerenciamento do quadro de funcionários é um diferencial. Foto: Flickr

 A gestão de pessoas é muito importante dentro de uma empresa, pois, se bem sucedida, resulta no comprometimento do colaborador e em melhores resultados para toda a equipe. Mas, para isso acontecer, é primordial que haja a figura do líder. Afinal, é ele quem motivará a equipe e buscará entender as dificuldades e as potencialidades de cada um.

 A gestão de pessoas eficiente

Uma empresa que investe na qualificação de mão de obra do próprio funcionário é uma empresa capaz de reconhecer talentos. Um funcionário potencialmente talentoso é aquele que concentra ideias e habilidades em um objetivo, ou seja, é produtivo. Reconhecer um talento não é difícil, pois ele é proativo e está constantemente em busca de novos desafios.

A gestão de pessoas tem a ver também com sempre estar disposto a dar um feedback para a equipe, pois todos precisam de um retorno para saber no que estão errando e acertando. Errar faz parte do processo de aprendizagem. Por isso, é importante dar espaço para o colaborador atuar. Se ele cometer algum equívoco, seus colegas estarão lá para ajudá-lo.

Uma gestão de pessoas eficiente consiste em ter uma equipe coesa, que seja capaz de superar obstáculos e lidar com desafios.  Experiências de membros da equipe devem ser compartilhadas. É importante também que se crie uma cultura de gestão de conhecimento: o colaborador que está há mais tempo deve estar sempre disposto a passar o que ele aprendeu para novos colaboradores. Outro ponto importante é envolver o colaborador em decisões que não necessariamente sejam de sua alçada e recompensá-lo sempre que possível.

A liderança de pessoas

Dentro de uma organização, o líder tem o papel de influenciar positivamente a equipe. Ele deve compreender o ambiente de trabalho para trazer melhorias em aspectos essenciais para uma empresa, como a produtividade. Mas, para que isso aconteça, é fundamental que haja confiança mútua entre líder e colaboradores.

O líder é aquele que essencialmente entende os valores da empresa e acredita nos ideais da organização a ponto de poder passá-los adiante. Apesar de existirem líderes natos e outras pessoas conseguirem aprender a liderar, não é qualquer pessoa que consegue desenvolver esse trabalho. Características como facilidade em interação e relacionamento são essenciais para a função. Outras particularidades como capacidade de adaptação a diferentes grupos, pro atividade e inteligência emocional são importantes.

Leia mais sobreliderança empresarial e em como ser um bom líder.

Em um ambiente empresarial, o líder surge como peça-chave. Foto: https://www.flickr.com/photos/adamgrabek/6424464061

Em um ambiente empresarial, o líder surge como peça-chave. Foto: Flickr

Como reter talentos

Já faz alguns anos que a crença de que as pessoas são motivadas unicamente pelo dinheiro caiu por terra.  Por isso, elaborar um plano de ação para oferecer aos possíveis talentos mais do que um salário alto é extremamente necessário.

Promova desafios e avaliações, assim a equipe terá cada vez mais talentos. Um grupo consistente é outro fator que o colaborador considera na hora de ponderar se deve ou não deixar a empresa. Como já dito, o ambiente influencia. Deve-se considerar também que o colaborador precisa fazer parte de um projeto relevante para se sentir motivado. Fazer sempre a mesma coisa, participar sempre do mesmo projeto e não ter liberdade para aprender e errar pode se tornar desgastante ao longo do tempo e levar o profissional a abandonar a empresa. O colaborador não pode se sentir subestimado.

O futuro talento está sempre atrás de um melhor desempenho. Por isso é importante promover avaliações anuais. Ele precisa saber quais são seus pontos fracos e no que ele pode melhorar. Uma avaliação é uma boa ideia até mesmo para que o profissional, com o auxílio da empresa, possa elaborar um planejamento a longo prazo. Fazer parte do planejamento da carreira do colaborador é também estar mais preparado quanto ao futuro da própria empresa.

Não é demais reiterar que o ambiente é muito importante para uma equipe. Uma empresa que se preocupa em reter talentos busca sempre desenvolver os potenciais de seus colaboradores. Mas também deve-se ficar atento para criar um clima de pressão por resultados e uma competitividade excessiva. É preciso ter controle sobre o nível de estresse da equipe.

O coaching a favor do gerenciamento

O coaching é um processo em que o coach (o profissional que realiza essa atividade) auxilia o coachee (o cliente) a atingir uma meta. Há vários tipos de coachees, tendo cada um deles um foco diferente. Negócios, life e carreira são os mais comuns. O primeiro aprimora aspectos profissionais dos colaboradores; o segundo auxilia o cliente em diferentes aspectos da vida; o terceiro orienta profissionais, redirecionando sua carreira.

Basicamente, o coaching é um método que utiliza saberes de ciências humanas relacionadas ao comportamento, como psicologia e sociologia, para uma melhor compreensão na gestão de recursos humanos. Ele aplica esses saberes em um plano de desenvolvimento para seu cliente, tendo como base suas potencialidades.  No caso do coach negócios e do coach carreira, sua função deve ser identificar as potencialidades e fraquezas de uma equipe corporativa ou do profissional individualmente.

Foto: https://www.flickr.com/photos/tulanesally/

Coach: a psicologia e a sociologia usadas para compreender aspectos da gestão de recursos humanos. Foto: Flickr

O coach pode ser oriundo da própria equipe (coach interno) ou contratado (coach externo). A vantagem do segundo é que, por não ter vínculos internos com a empresa, teoricamente ele pode tecer críticas isentas de juízo de valor.  Independente de sua origem, deve-se ter claro que sua função é encorajar, apoiar e acompanhar de perto seu cliente, tendo sempre em vista uma maior performance profissional. Com o coach, metas aparentemente difíceis de atingir, tornam-se palpáveis. Bastando foco, organização e confiança.

Ainda que não haja recursos para um investimento num coach, é possível investir em capital humano de outra maneira. O ambiente de trabalho, por exemplo, é frequentemente listado por especialistas como um aspecto importante na gestão de pessoas. Segundo uma pesquisa realizada pelo portal trabalhando.com, para 52% dos entrevistados, a boa convivência com colegas afeta diretamente seus resultados. Outros fatores citados foram: oportunidades de promoção, possibilidade de aumento de salário e status da empresa. Investir nesses fatores pode ser uma boa saída.

Em suma, a gestão de pessoas é uma área estratégica para uma empresa. Ela lida com os colaboradores, que são um dos pilares de uma corporação. Ter responsabilidade empresarial significa dar atenção aos seus funcionários e garantir que eles sejam valorizados. Valorize seus funcionários e você estará valorizando a própria empresa. 

Voltar

Deixe uma resposta