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Lições que grandes líderes sabem

3 de outubro de 2016

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Estar no comando de uma empresa ou setor, ser chefe, gerente ou dono está distante de ser líder. Ainda que o dicionário insista em usar os termos como sinônimos, liderar exige uma compreensão de mundo, de estratégias e empatia bem mais ampla do que a rotineira tomada de decisões e movimentação financeira.

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Bons líderes não se restringem ao relatório de desempenho dos funcionários ou, ainda pior, da equipe como um todo. Os líderes também não se apegam às visões generalistas dos gráficos de vendas, metas alcançadas ou produtividade satisfatória.

Mais do que envolver uma atuação dentro da empresa ou setor, desempenhando funções e delegando atividades, um bom líder extrai de cada atividade um aprendizado único e constante. O espaço de trabalho é, em geral, um ambiente diverso, com personalidade distintas e pessoas cheias de vivências e percepções de mundo. Mais do que transmitir conhecimento voltado à área ou atividade de atuação, um bom líder absorve e aprimora os seus conhecimentos, abre-se constantemente para novas percepções e ajuda a somar um ambiente mais saudável e propício para o crescimento de toda a empresa e, mais do que isso, de cada funcionário.

Mas se a transmissão de conhecimento é constante, o aprendizado também não deixa de ser. O crescimento entre profissionais e líderes é além das relações de trabalho, é uma construção pessoal, subjetiva e muito enriquecedora. O que os bons líderes não revelam? Eles estão sempre aprendendo.

 

Você não sabe tudo que pensa que sabe

Não se engane, grandes chefes, mestres em determinadas áreas, faculdades, cursos e especializações são conhecimentos pertinentes, necessários e que dão uma visão de mundo enriquecedora, afinal, anos de estudos e grandes nomes do mercado prepararam conteúdos certeiros e funcionais para você aplicar em seus negócios.

Mas vá além. Invista numa visão mais próxima e alternativa da sua equipe e da sua empresa. Acredite em visões alternativas e facilitadoras daqueles que praticam as tarefas. Ou seja, mais do que apresentar métodos superinovadores e tendências do mercado à sua empresa, dê a oportunidade daqueles que vivenciam as rotinas opinarem também. Muitas vezes os melhores métodos são os mais simples.

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Mais do que líder empresarial, seja inspirador

Bons chefes geralmente ultrapassam a barreira do profissional. Além de apresentarem uma postura ética e eficiente dentro da empresa, os chefes, empreendedores e gestores se apresentam humanos, acessíveis e interessados em seus funcionários.

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Não apenas na ação dentro da empresa ou voltados às atividades profissionais, mas valorizam o indivíduo como um todo, além de compreender a relação que há entre a pessoa e o profissional. Afinal, não há, de fato, uma separação.

Carisma não impede uma boa liderança

Mais do que nunca a relação entre satisfação no trabalho e a apresentação de bons resultados se faz presente. Nunca se investiu tanto em equipes bem motivadas, engajadas e interessadas em somar ao ambiente de trabalho mais do que uma força operacional, mas também uma desenvoltura constante e um aperfeiçoamento capaz de levar o funcionário ao reconhecimento. Assim como líderes e gestores querem empregados que apresentem um trabalho satisfatório, os funcionários buscam reconhecimento e oportunidade de fazer seu empenho valer.

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Engana-se o chefe que pensa que reconhecimento significa unicamente aumento salarial ou promoção. Valorização através de feedbacks é bastante válida e oferece garantia ao funcionário de que ele pode continuar desenvolvendo seu trabalho com segurança.

Ser acessível vai além de reuniões semanais e oportunidades de comunicar-se com a equipe. Líderes precisam demonstrar empatia e favorecer que a comunicação seja sempre clara, confortável e confiável. Nesse aspecto, cabe ao gestor enxergar problemas e anteceder ações visando minimizar conflitos na empresa.

 

Líderes aprendem todos os dias

Um gestor, chefe ou líder é, em geral, alguém com certa experiência, capaz de lidar cm as dinâmicas do mercado ou setor em que está inserido e que possui determinado conhecimento prático e teórico do assunto. Isso não encerra o aprendizado, não minimiza sua carga necessária de desenvolvimento. Um bom gestor faz do cotidiano um aprendizado constante e geral, tanto no âmbito profissional, quanto no pessoal. Assim, novas formas de fazer, praticar rotinas, aplicar instruções ou planejar tarefas podem – e devem – ser alteradas conforme os rumos da empresa e vivência.

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O mercado constante oferece opções incríveis de adaptar e melhorar a atuação da empresa. As tecnologias, os meios digitais, as facilidades de operações são inúmeras. Mas alinhar negócios com uma visão integradora de pessoas é o que torna uma gestão sinônimo de liderança e sucesso.

Bons líderes tiram boas lições do fracasso

Os erros e tropeços no ramo empresarial devem ser encarados como experiências proveitosas. Talvez um tanto frustrantes, mas muito ricas e pertinentes a quem soma conhecimento e visa transmitir com determinação as experiências que possui.

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Pode parecer um tanto comum e rotineiro a qualquer trabalhador, mas eles vão além de não cometer a mesma ação e evitar a falha. Os bons líderes analisam as possíveis causas e reações de cada ato e estendem isso às demais tarefas. Ou seja, tudo que possa estar relacionado ao erro ou que se enquadre no mesmo perfil, é evitado e proporciona maior previsibilidade empreendedora.

 

Egoísmo cognitivo

Líderes não são superfuncionários e tampouco são responsáveis por tudo. Apesar da importância de delegar e supervisionar as funções, é necessário que cada chefe saiba se posicionar e permitir que os funcionários façam, executem e percebam modos diferentes de realizarem as rotinas.

Além de tomar para si todas as tarefas e acabar sobrecarregados e sem conseguir dar conta da administração empresarial, alguns gestores guardam para si os melhores modos de executar tarefas. Delegar e não criar ambientes hostis de trabalho favorecem o melhor desempenho de todos os funcionários, permitindo que ações e operações sejam otimizadas, além de que todas as tarefas possuem níveis satisfatórios de realização para o funcionário e para a empresa.

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Bons supervisores reconhecem e preparam sucessores e isso não tem nada a ver com concorrência. Empresas são dinâmicas, exigem capacidades cada vez mais desenvolvidas e cabe aos chefes identificarem e prepararem o funcionário para desempenhar suas atividades da melhor maneira possível. Assim como um funcionário possui um supervisor, este também possui um gestor. Ou seja, preparar funcionários para responsabilidades e para assumir futuros cargos e promoções, é essencial para garantir que todo o fluxo da empresa continue caminhando de modo satisfatório.

Cabe, portanto, aos bons líderes, olhar além de relatórios e estatísticas e, de fato, efetivar uma troca de conhecimento, desenvolvimento e aprendizado que dê oportunidade para que funcionários otimizem suas atuações e que, como gestores, sejam ótimas referências. Afinal, um bom líder não proporciona apenas operações, mas favorece novas lideranças.

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